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Satellite[6]Ingredientes:

1 xícara (chá) de licor cassis
1 mamão papaia médio picado
1 ½ xícara (chá) de sorvete de creme dietético
 

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador o mamão e o sorvete até que fique homogêneo. Despeje em taças e sirva-o com o cassis.

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Independentemente das ideologias e dos fatores de exclusão, a alta costura tem sido, nos últimos anos, o espaço da moda aberto ao sonho e à fantasia, momento em que a indústria pode estimular os estilistas a criarem novas imagens de moda e novos desejos. O que se vê hoje em dia, no entanto, não passa nem perto disso.

Peças exageradas no desfile de Jean Paul Gaultier

Peças exageradas no desfile de Jean Paul Gaultier

 FOTOS: VEJA SELEÇÕES DE IMAGENS DA ALTA COSTURA

Ao analisar a temporada de alta costura para o Verão 2010 europeu, que terminou na última quarta-feira (27), temos uma triste constatação: aqueles vestidos não vendem nem perfume! Sim, porque a gente sabe que há muito tempo a alta costura funciona como uma vitrine: ela expõe a imagem da marca para o mundo, criando o desejo de consumo na cliente, que, sem dinheiro para comprar as peças luxuosas da coleção, se realiza adquirindo um perfume ou maquiagem daquela grife. Mas eu me pergunto: será que essa imagem inspira, provoca desejo? Será que esse desfile convence alguém a comprar até mesmo um frasco perfume?

No Brasil, o termo alta costura é freqüentemente utilizado para designar o prêt-à-porter de luxo ou a “roupa de festa”, mas na verdade a alta costura é muito mais do que isso. Trata-se de uma instituição francesa que segue padrões rigidamente controlados. Assim como a regulamentação de certos alimentos ou bebidas, como o champagne, por exemplo – que só recebe esse nome se for produzido na região de Champagne -, uma roupa só pode ser considerada de haute couture se atender a rigorosos pré-requisitos. Além de ser confeccionada sob medida e à mão por profissionais altamente especializados, deve cumprir uma série de exigências estabelecidas pelo seu órgão regulador, a Chambre Syndicale de la Couture Parisienne ( Câmara Sindical da Costura Parisiense) , entre elas estar estabelecido com sede própria na região do luxo parisiense e desfilar duas coleções por ano, com pelo menos cinqüenta modelos em cada uma. Isso tudo para garantir um produto de ponta da indústria, o laboratório de excelências da área da moda. O que se vê hoje, no entanto, é uma série de equívocos, embrulhados em papel de presente.

Fonte de orgulho e divisas para a nação francesa, a alta costura já foi ditadora absoluta das regras de elegância para o Ocidente. Até a década de 60 as pessoas seguiam à risca o que era estipulado pelos costureiros das maisons. Já foi também fonte de inspiração para a produção da moda desde os anos 90, quando John Galliano assumiu a Dior, transformando-a numa das principais lançadoras de tendências.

Looks apresentados por Anne Valérie Hash em Paris

Looks apresentados por Anne Valérie Hash em Paris

FOTOS: VEJA SELEÇÕES DE IMAGENS DA ALTA COSTURA

É triste não encontrar o novo em nomes como Anne Valerie Hash – que decalcou sua coleção pífia e rock’n roll a partir de peças alheias, Stephano Rolland – com coleção de estilo genérico e irregular em seus vestidões de noite -, Christophe Josse – cuja coleção o mundo, que hoje se deseja sustentável, poderia facilmente prescindir-, ou Franck Sorbier – que, bem, não dá nem pra comentar.

É mais triste ainda ver marcas criativas derrapando feio na passarela, como foi o caso da coleção pesada de Jean Paul Gaultier com suas “palmeiras selvagens” – nada próximas à do escritor William Faulkner-, Armani Privé, com formas duras, forçadas, cafonas – e Galliano – mais do mesmo, só que cansado.

Mas o pior de tudo foi ver a imagem da Valentino, construída a duras penas e rigor milimétrico ser brutalmente maculada por uma tentativa precária de “renovação”. Apoiado por uma coleção cafona e sem criatividade, eclipsada por uma confusão técnica, que não trouxe nada de novo, o desfile decepcionou a comunidade fashionista, trazendo pessimismo para o meio.

Para quê serve a alta costura nos dias de hoje? Ainda serve para divulgar a mensagem da marca ou esta tarefa está nas mãos de Nicoles Kidmans e Audreys Tautous do cinema holywoodiano? Será que ainda vamos ter um espaço para a experimentação e a criação da moda de vanguarda ou a moda vai se transformar apenas num negócio qualquer, como fabricar barbantes? Vamos continuar observando, fazendo figa para que vença a criação.

Colaborou para esta coluna Julia Guglielmetti

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da radionero.com

Melograno_utopias_27012010_interna[1]Já está à venda em São Paulo uma das cervejas mais caras e alcoólicas do mundo, a americana Samuel Adams Utopias 2009. Quem traz a raridade ao Brasil é o Melograno Forneria e Empório de Cervejas, bar localizado na Vila Madalena. Vendida em garrafas de cerâmica que imitam pequenos tanques antigos de cobre para produção cervejeira, uma garrafa de 550 ml chega a custar US$ 300 no mercado americano. No Melograno, a garrafa de 550 ml é vendida a R$ 750 e a dose com 50 ml sai por R$ 75. 

Para o especialista em cervejas e sócio do Melograno, Edu Passarelli, a Utopias é uma das cervejas mais refinadas que já teve o prazer de degustar. “Ela é totalmente sem gás, licorosa, e chega a lembrar um bom vinho do Porto ou um Brandy, realmente especial”. A Samuel Adams Utopias é envelhecida em barris de carvalho, aonde anteriormente repousaram uísques e conhaques. De acordo com Jim Koch, fundador e cervejeiro da americana Samuel Adams, a Utopias 2009 dispõe de maltes caramelo e munich e 3 variedades de lúpulo: SpaltSpalter, HallertauMittlefrueh e TettnangTettnanger. Seu alto índice alcoólico (25%) é obtido através da utilização de alguns fermentos,  inclusive um específico usado em champanhes. A cerveja comum possui teor alcoólico de 5%, aproximadamente. 

Os barris usados na maturação são da destilaria Buffalo Trace. Neste ano, barris portugueses, antes usados para vinhos Moscatéis, também foram empregados. Para finalizar, parte da cerveja matura em barris de conhaque e brandy. Seu processo de fabricação pode levar 2 anos e, a cada produção, apenas 8 mil garrafas são comercializadas no mundo. 

Melograno
R. Aspicuelta, 436, Vila Madalena
Tel.: (11) 3031-2921
www.melograno.com.br

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Se você não consegue manter os dedos longe da sua maquiagem, está na hora de rever seus conceitos. Ainda bastante restrito aos profissionais, o uso de pincéis é garantia de um bom resultado na frente do espelho. Segundo o beauty artist Kaká Moraes, aplicar o make com o pincel correto melhora a espalhabilidade dos cosméticos e como consequência, o resultado é sempre mais natural e sofisticado.

Aplicar os produtos com auxílio de pincéis específicos garante um resultado mais leve à maquiagem

Aplicar os produtos com auxílio de pincéis específicos garante um resultado mais leve à maquiagem

VEJA SUGESTÕES DE PRODUTOS E MONTE SEU KIT

Antes de aderir de vez, escolha com carinho seus novos companheiros. Existem produtos para todos os gostos e bolsos, nacionais ou importados, mas sempre leve em consideração que a qualidade é garantia de maior durabilidade. E como eles podem durar até três anos, vale a pena investir. Opte por cerdas naturais, feitas de pelos de animais, que têm o toque mais suave e são mais resistentes. Kaká faz questão de avisar que não há motivos para se preocupar com os bichos, eles não sofrem com a retirada da matéria prima.

Como cada pincel tem uma função específica na maquiagem, não adianta tentar usar o pincel de blush para aplicar a base. Então, reserve espaço na sua bancada para vários modelos diferentes. Na hora de sair às compras você pode optar por kits prontos, alguns têm o tamanho ideal para carregar na bolsa, ou escolher opções avulsas. O importante mesmo é contar com ao menos um pincel diferente para base, pó, blush, sombras e batom, afirma o maquiador Denylson Azevedo, do salão Vila Beauté de São Paulo. 

O par ideal

Não importa a marca, os pincéis da mesma função vão ter sempre características em comum. Kaká e Denylson ensinam a identificá-las e usá-las a seu favor.

Pincel para a base
Tem cerdas longas, retas e chatas. É indispensável para uma pele bem feita porque espalha muito bem o produto garantindo sutileza. Também evita as marcas de dedos que podem ficar no rosto de quem insiste em espalhar a base com as mãos. 

Pincel para pó facial
Ele é grosso, seu formato é bastante arredondado nas pontas e as cerdas são bastante maleáveis. Quanto maior o pincel, maior sua capacidade de espalhar o pó. Use-o nas bochechas, no queixo, no nariz, na testa com movimentos leves, e observe um acabamento muito mais suave que o obtido com a esponja que acompanha as embalagens de pó-compacto.

Pincel para blush
Também é arredondado, mas o tamanho ideal é aquele que se sobrepõe às maçãs do rosto. Sua textura pode variar, mas para um efeito degradê suave, escolha os que misturam cerdas bastante finas e outras mais grossas. 

Pincel para sombras
Assim como em termos de cor, as sombras oferecem várias possibilidades de forma, por isso aposte em mais de um pincel para efeitos diferentes. Os chanfrados, com cerdas retas firmes e cortadas em diagonal são ideais para aplicar o produto corrigindo as sobrancelhas ou rente as cílios com um traço mais definido, ou ainda para aplicar delineadores em gel. Para esfumar, opte por certas retas cortadas como um quadrado, eles também são ótimos para marcar o côncavo com sombra escura. Se a idéia é fazer um degradê suave de tons, a escolha deve ser um pincel mais cheio, com cerdas arredondadas.

Pincel para delineador
Além dos modelos chanfrados, alguns pincéis para delineador lembram um filete ou pincel 0. Tem poucos pelos e estes devem ser maleáveis, assim é possível controlar o efeito do traço, ou seja, definir se ele é mais grosso ou fino.

Pincel para batom
Delinear os lábios exige muita precisão e cerdas mais firmes e com a ponta estreita. Para preencher os lábios com batom cremoso ou gloss é possível usar uma opção mais larga. 

Pincel vassoura
O nome já indica o formato de cerdas longas e abertas em leque. Pouco usado entre as mulheres, ele facilita a retirada do excesso de pó ou de partículas de sombra acumuladas abaixo dos olhos.
  Guia de manutenção

Para manter sua performance, os pincéis precisam de cuidados especiais de conservação e limpeza. A primeira dica de Denylson Azevedo é ter, se possível, mais de um pincél para produtos com pigmento de cor. Por exemplo, sombras iluminadoras e escuras devem ser aplicadas com ferramentas diferentes para manter a pureza do tom. O mesmo acontece com blushes rosados e bronzeadores.

Kaká Moraes também acredita nessa solução, já que molhar os pincéis excessivamente pode danificá-los. Para substituir a lavagem, opte por um lenço de limpeza para retirar o excesso de produto acumulado, sempre passando-o sobre as cerdas com suavidade.

Mesmo com esse cuidado no dia a dia, as cerdas devem ser lavadas. A higienização pode ser feita com produtos de limpeza específicos ou xampus neutros, daqueles indicados para uso em bebês, cerca de uma vez ao mês. A secagem deve ser sempre feita à sombra e com os pincéis deitados sobre uma superfície plana para que suas cerdas não sejam danificadas. Depois de secos, guarde-os sempre em estojos próprios para evitar que as cerdas percam o seu formato e sua função.

Depois disso tudo, é só usá-los à vontade. E para quem ainda não é expert nesta arte, mas ficou com vontade de ter um pincel para chamar de seu, Kaká Moraes indica apenas um pouco de treino com as novas ferramentas e, principalmente, livrar-se do medo de experimentar as possibilidades que elas oferecem.